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Terça, 01 Março 2005 00:00

A administração financeiras em ONGs

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O ensino e a prática de finanças têm se tornado cada vez mais desafiantes. Os últimos 15 anos presenciaram mudanças nos mercados e instrumentos financeiros, e a globalização da economia. A economia mundial sofre contínua revolução financeira, especialmente por meio do surgimento de novos conceitos e produtos financeiros. Por conta disso, a sociedade dispõe de um enorme capital de conhecimento no campo de finanças empresariais, que permite aos administradores maximizar, ou pelo menos racionalizar, suas formas de atuação.

Em virtude da situação vigente, as organizações do Terceiro Setor precisam obter respostas a perguntas importantes para o próprio desenvolvimento, a fim de atender às necessidades das partes interessadas em seu sucesso, entre elas, comunidade, parceiros e voluntários. O estabelecimento da identidade da organização, composta por sua visão de futuro, missão e valores, determinará o caminho a ser percorrido e a postura adotada perante os desafios, com desdobramentos em diretrizes, metas, indicadores, projetos e planos de ação.


Alguns conceitos financeiros

O comprometimento de todos os membros da organização ajuda na identificação das fontes de recursos que podem advir em curto prazo – para necessidades diárias –, como também em longo prazo – para a execução de projetos. Para isso, é necessário esclarecer alguns conceitos financeiros:

Quais investimentos de longo prazo devem ser feitos pela entidade?

Essa é a decisão de orçamento de capital, que está ligado aos recursos materiais longo prazo, como equipamentos e instalações, entre outros.

Como levantar recursos para financiar os investimentos exigidos?

Cabe à decisão da entidade. No Terceiro Setor, pode-se obter recursos por meio de parcerias de longo prazo no financiamento de recursos fi- nanceiros e materiais, mas é necessário demonstrar os benefícios que a sociedade, a organização e o parceiro irão alcançar com o projeto.

Quais recursos de curto prazo a entidade deve ter?

Os recursos de curto prazo são captados das contribuições voluntárias dos integrantes, parceiros, colaboradores da instituição e também por mecanismos de doação.

Quais os instrumentos básicos para a avaliação da entidade?

Há instrumentos de matemática financeira, análise de balanços, engenharia econômica e planejamento financeiro. Vejamos:

  • Matemática financeira: responsável pela instrumentação técnica da análise financeira. Fornece suporte para o administrador avaliar a possibilidade de empréstimos, captação de recursos via lançamento de ações, debêntures, títulos no mercado internacional e nacional.
  • Análise de balanços: mostra as situações patrimoniais da organização, assim como suas obrigações. Demonstra os pontos fortes e fracos e direciona as projeções de balanços futuros, além de nortear as decisões do administrador financeiro, tais como redução do endividamento e do imposto a pagar, e adequação da entidade, a fim de maximizar seus recursos.
  • Engenharia econômica: com este instrumento é possível conhecer as variações de investimentos e resultados dos projetos.
  • Planejamento financeiro: importante em um contexto de globalização econômica e integração dos países em blocos. Mostra que as organizações devem buscar alternativas de captação de recursos mais baratas, assim como a administração eficiente desse capital, dada a grande necessidade de atendimento às carências sociais existente em alguns setores da sociedade.