A força paraolímpica

Por: Marcio Zeppelini
01 Março 2012 - 00h00
Sempre que assistia aos jogos olímpicos, a exemplo dos Jogos Pan-Americanos, ficava intrigado pelo fato de o evento paraolímpico ocorrer depois dos jogos tradicionais. Como o interesse nos Jogos Paraolímpicos era menor, minha sugestão sempre foi de que eles ocorressem antes, para que ganhassem mais visibilidade no mundo todo.
Neste ano, mudei de opinião. De fato, os Jogos Paraolímpicos devem ser depois.
Explico: em um concerto musical, as bandas menos importantes “abrem” para as grandes atrações, não é? Portanto, os Jogos Olímpicos, bem menos importantes, devem fazer a abertura dos Paraolímpicos, que possuem mais brilho e determinação dos atletas.
Apesar de o Brasil vir crescendo a passos lentos no quadro de medalhas dos Jogos Olímpicos e Pan-Americanos, é sofrível nossa atuação esportiva, chegando a pouco mais da metade das medalhas que os Estados Unidos levaram para casa. Nem quando jogamos em casa, em plena Cidade Maravilhosa, conseguimos sair da amarga 3ª posição no ranking de medalhas. No México, fizemos ainda mais feio – 141 medalhas, 16 a menos que no Pan 2007, ocorrido no Brasil.
Por outro lado, nossos esportistas Paraolímpicos deram mais um show!
Quanta energia irradiou dali, quantos sorrisos e quantas lágrimas emotivas! Cada uma das 172 medalhas representava mais do que um lugar no pódio. Significava uma vitória na vida, uma superação, o desafio de enfrentar a deficiência que os faz “diferentes” – e a diferença que os faz normais, muito mais do que aqueles esportistas tradicionais.
Enquanto uma vitória nos esportes Olímpicos significa uma renovação de contrato com seu patrocinador e mais uma medalha para sua coleção particular, para eles, os atletas paraolímpicos, a vitória é mais saborosa, pois sabem que ganharam ali uma renovação da vida!
Ainda que nosso rendimento no México também tenha sido pior do que o dos jogos do Rio, ficamos no lugar mais alto do pódio, com 50 medalhas a mais do que o segundo colocado, os EUA.
Fica claro que a atuação do Terceiro Setor foi essencial aos atletas do ParaPan. E, para mim, ficou claro que o evento principal deve ser sempre aberto por outro de menor importância.
Parabéns aos atletas paraolímpicos. Não só aos medalhistas, mas a toda a delegação que representou a determinação brasileira.
E que determinação!
Abraços sustentáveis,
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