A importância do coordenador de voluntários

Por: Anísia Cravo Villas Bôas Sukadolnik
01 Julho 2008 - 00h00

Uma das principais marcas do Terceiro Setor são as pessoas que nele atuam: motivadas, cheias de garra, com muitas idéias para mudar a realidade. Tomados pelo entusiasmo e ansiedade, muitos grupos logo colocam as ações em prática, mas, depois de algum tempo, perdem a força, como uma bateria que se descarrega. Mas qual é a fórmula para alcançar os resultados desejados?

A prática tem mostrado que o planejamento criterioso somado à organização, boa vontade, persistência e colaboração de todos ajudam a atingir os objetivos com mais eficácia. Essas características levam ao trabalho voluntário organizado, diferente de ações isoladas que começam e nem sempre terminam. E manter o comprometimento e o entusiasmo dos envolvidos nas atividades depende de um coordenador de voluntários, igualmente comprometido.

Essa pessoa pode ser um integrante da organização social ou alguém de fora, voluntário ou contratado. O importante é que tenha o perfil adequado para a função. Deve ter capacidade de liderança, boa comunicação, saber ouvir, ter habilidade para solucionar conflitos, capacidade de coordenação e conhecimento dos projetos realizados pela organização.

Sua principal missão é envolver e sensibilizar as pessoas dispostas a doar seu tempo, trabalho e talento para criar um ambiente receptivo para a implementação de um programa de voluntariado.
Ao iniciar o trabalho, o coordenador será responsável por diagnosticar necessidades dentro da organização, traçar o perfil do voluntário de acordo com cada função e selecioná-lo.

Durante o processo de admissão, o coordenador deve treinar o novo grupo e fazer sua integração com a equipe de colaboradores e voluntários antigos. Deve criar formas de valorização e reconhecimento, o que contribui bastante para a motivação das pessoas.

Visando à manutenção do programa, faz-se necessário monitorar e avaliar, mas sem gerar um ambiente de controle e de vigilância. A intenção é criar meios de obter informações para dar retorno dos resultados das atividades desenvolvidas, evidenciando, assim, a importância do papel do voluntário na organização.

Um programa de voluntariado organizado tem mais chances de ter sucesso e de levar à satisfação do voluntário e da organização social, trazendo ganhos para todos.

10 dicas para organizar um programa de voluntariado empresarial
  • Conhecer a empresa e sua cultura interna e definir os objetivos do programa de voluntariado;
  • Recrutar o primeiro comitê de trabalho, composto por funcionários. Facilite os encontros deste grupo e trabalhe para a criação de um plano de ação;
  • Desenvolver conceitos e estratégias de apoio ao programa. Lembre-se que que o envolvimento da direção da empresa é importante;
  • Diagnosticar as experiências e potencialidades dos funcionários;
  • Identificar as necessidades da comunidade, pesquisando suas reais demandas;
  • Estruturar o programa de voluntariado, traçando metas: como transformar suas idéias em um projeto? Defina objetivos, estratégias, recursos humanos, materiais, cronograma de implantação e sistema de avaliação;
  • Implantar e gerenciar o programa. É importante haver um coordenador com visão profissional do programa, e um comitê que represente diferentes áreas da empresa;
  • Divulgar o programa, interna e externamente;
  • Valorizar e reconhecer as ações voluntárias com cartas de agradecimento e divulgação dos casos exemplares;
  • Trabalhar em rede com outros programas e associações de empresários.
Fonte: Manual – Como as empresas podem implementar programas de voluntariado.


Anísia Villas Boas Sukadolnik. Diretora de assuntos institucionais do Centro de Voluntariado de São Paulo.

 

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