Empreendendo iniciativas, transformando realidades

Por: Felipe Mello, Roberto Ravagnani
01 Maio 2003 - 00h00
Dentre as qualidades existentes nos empreendedores, sejam eles empresariais ou sociais, o pioneirismo se apresenta como um vendaval de coragem e esperança frente às situações de necessidade, dúvida e fragilidade. Os pioneiros raramente param para discutir a falibilidade de suas iniciativas, concentrando-se verdadeiramente em suas potencialidades, transformando-as em atos e gestos práticos. Esses protagonistas dos palcos diários da vida são fundamentais para fazer a roda girar. Não conhecemos ao menos um empreendedor que não concorde e não tente pôr em prática a máxima de Albert Einstein, que afirma que “por não saber da impossibilidade de se fazer, foi lá e fez”.

Causa e conseqüência

A exemplo de empreendedorismo, criatividade e caso de sucesso, cremos pertinente colocar em pauta a organização a ser apresentada: a APACN – Associação Paranaense de Apoio à Neoplasia, fundada em outubro de 1983 e sediada em Curitiba. De acordo com declarações da própria organização, foi a primeira no Brasil a apoiar crianças carentes com câncer. Trata-se de uma entidade filantrópica, considerada de utilidade pública que tem como objetivo a humanização do tratamento do câncer infantil, dando direito ao atendimento a qualquer criança, independentemente de sua posição sócio-econômica, cultural ou religiosa. E, por incrível que pareça, muitas pessoas ainda desconhecem que a neoplasia ou câncer é uma doença com grandes possibilidades de cura, principalmente quando precocemente diagnosticada e tratada. Além das práticas usuais de tratamento, uma etapa muito importante no processo de cura acontece no acompanhamento durante e após o tratamento clínico. É nesse período que o paciente precisa aprender a conviver com a doença e suplantar as conseqüências físicas e psicológicas decorrentes do tratamento. E foi nisso que a APACN se especializou.

Como conseqüência da iniciativa de casais com filhos de portadores de algum tipo de câncer, que perceberam que estas crianças precisavam de amparo, essa causa ganhou forte aliada. Com o passar das primaveras, as iniciativas possibilitaram o firmamento de parcerias e a ampliação da capacidade de atendimento. Exemplo foi o acordo firmado em 1988 com o Hospital de Clínicas da UFPR – Universidade Federal do Paraná –, estopim da construção do Ambulatório Menino Jesus de Praga, que hoje atende cerca de 550 pacientes por mês.

Não podemos nos furtar a reconhecer que um imenso contingente de atores sociais conduz suas iniciativas olhando para o próprio umbigo, como se ali estivesse a solução para todos os obstáculos a serem transpostos. Ledo engano. Demonstrações como a parceria supracitada, evidenciam o potencial de melhoria que existe no “mundo lá fora”. Alguns podem exclamar: “ah, se fosse tão fácil eu já teria feito...”; outros ainda bravejar: “você está falando porque o problema não é seu”. Obviamente não podemos ignorar – seria desrespeito utópico – que as dificuldades existem, que é mais fácil falar estando de fora e que sim, existe muito Q.I. (“quem indica”) em jogo. Mas se a atitude do gestor social for de passividade solene, aí é que os obstáculos se agigantarão e as oportunidades escassearão sem cerimônia. Portanto, reforçamos a importância de pensar globalmente e agir localmente, identificando as possibilidades de alavancar os seus projetos sociais, trazendo-lhes visibilidade, energia e reconhecimento.

Outra prova que o exercício constante de cultivo de parcerias pode trazer é de que a APACN recebeu do Governo do Estado do Paraná, uma área de 12.500 m2 no Tarumã. As obras começaram em 1993 e, hoje, a entidade tem capacidade para acomodar 200 pessoas, possibilitando maior conforto para que o paciente e seu acompanhante recebam a adequada assistência.

A APACN ajuda as crianças a conviver com a doença e a suplantar as conseqüências físicas e psicológicas do tratamento.

De portais abertos

Dentro do site da entidade é possível obter informações sobre o dia-a-dia da entidade. Além de uma apresentação institucional, a página busca interação com o navegante virtual. Lá é possível saber quais são os tipos de voluntários que a instituição mais precisa (com descrição de seus afazeres) e os canais de contato. Além disso, em convincente estratégia de captação de recursos, é possível ouvir no próprio site trechos do CD de músicas infantis gravado pelas crianças atendidas, conhecer um vídeo explicativo sobre leucemia e alguns livros que visam democratizar o conhecimento acerca do tratamento do câncer infantil. Todos esses materiais estão à venda, capitalizando recursos para a APACN. Finalmente, mas não menos importante, o site é utilizado para prestar contas aos colaboradores, apresentar a agenda de eventos e as campanhas que estão ocorrendo. Ponto para a APACN, que utiliza de forma muito produtiva esta indispensável ferramenta de comunicação que é a Internet.

Em defesa da causa

Apresentando o “arsenal” que a APACN utiliza no combate diário ao câncer infantil, começamos por sua estrutura, formada por uma Casa de Apoio e um ambulatório. Contabilizando 1.435 atendidos em sua trajetória, a Casa de Apoio suporta, simultaneamente, as necessidades básicas de 120 crianças portadoras de neoplasia. Dentre elas, destacamos: hospedagem, alimentação, transporte, medicamentos e atividades voltadas à saúde física e mental dos atendidos. Já o ambulatório atende diariamente 30 crianças, realizando procedimentos como exames laboratoriais, consultas com médicos especializados, sessões de quimioterapia e atendimento com o serviço social. Destaque também para a iniciativa da tele-medicina, que possibilita à organização o acesso às experiências, informações e instruções de médicos do exterior.

A estrutura apresentada não poderia gerar resultado sem a dedicação do grupo de colaboradores, formado por funcionários e voluntários. Eles formam um batalhão de 320 pessoas, envolvidas em pelo menos 23 atividades da entidade, para as quais recebem treinamento e orientação contínua. A correta condução desse grupo dá indispensável fôlego à associação, permitindo-a ampliar o alcance de suas iniciativas.

Outra forma que a APACN desenvolve no sentido de defender sua causa é a criação e distribuição de publicações que multipliquem informações sobre a neoplasia, facilitando o entendimento por parte da sociedade e aumentando as chances de trazer para perto novos aliados. São publicações com informações médicas para crianças, professores e pais, com o objetivo de conscientizar sobre esse problema e ajudar as crianças portadoras dessa doença a se integrarem o mais rapidamente possível ao seu ambiente.

Fortalezas e áreas de
oportunidade de melhoria

Baseando-se em um conceito de melhoria contínua, extremamente pertinente também a outras entidades sociais, a APACN reconhece e trabalha para fortalecer ainda mais os seus pontos fortes, declarados como sendo a sua transparência, preocupação com a cura dos atendidos e o grupo de voluntários. E como o alcance da melhoria depende da identificação dos problemas, a organização apresenta a captação de recursos e a capacitação de funcionários como áreas a serem desenvolvidas. O exercício constante de auto-avaliação é fundamental para corrigir desvios de rota e colocar ainda mais combustível naquele motor que está tinindo. Não cansamos de dizer que “mais importante que a velocidade é a direção”. Portanto, atenção aos rumos de suas iniciativas. De nada adianta navegar à exaustão sem antes saber onde se quer chegar. E tampouco vale a pena avançar em altíssima velocidade rumo ao despenhadeiro.

E como citamos a transparência na condução de suas iniciativas, vale ressaltar que a APACN divulga freqüentemente o seu balanço social em jornal de reconhecida circulação, dando segurança aos seus apoiadores.

E nesta levada, a APACN vai mantendo a estrutura atual e buscando ampliar a sua positiva interferência na sociedade, capacitando-se continuamente para melhor atender, prestando notável contribuição em um momento de fragilidade das crianças portadoras de câncer e seus familiares.

Voluntariado

Funções disponíveis: almoxarifado, ambulatório, bazar de usados, coordenação de voluntários, costura, divulgação, escolinha, eventos, hospital de clínicas, imprensa, informática, lojinha, manutenção, odontologia, oficina de ofícios, psicologia, recepção, recreação e transporte, entre outros.

Informações no site da organização, no link “Voluntários”.

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