Instituições se unem na luta contra o câncer infantojuvenil

Por: Revista Filantropia
01 Novembro 2010 - 00h00

Segundo estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca), podem ser esperados para o biênio 2010/2011 14.678 casos novos de câncer em  crianças e adolescentes no Brasil. Apesar de parecer pouco significativo, se comparado ao câncer do adulto, o câncer é a segunda causa de morte na faixa etária de 5 a 19 anos, ultrapassada apenas pelos óbitos por causas externas, segundo dados do Datasus.
Em países desenvolvidos, o câncer pediátrico é a segunda causa de óbito entre 0 a 14 anos, atrás apenas dos acidentes. Atualmente se destaca como a mais importante causa de óbito nos países em desenvolvimento.
Diante desse grande desafio, em 2008 46 instituições de apoio e assistência à criança e ao adolescente com câncer se uniram e criaram a Confederação Nacional das Instituições de Apoio e Assistência à Criança e ao Adolescente com Câncer (Coniacc), que representa a concretização de um sonho de anos das lideranças do movimento na luta contra o câncer infantojuvenil.
Por meio da Coniacc surge uma nova abordagem do papel das instituições, ancoradas por uma visão de futuro, reconhecendo a responsabilidade de sua liderança para proporcionar melhor qualidade de vida e dignidade. Minimizam a dor e o sofrimento dos pacientes, criam e articulam soluções para integrar as instituições, por meio do estímulo de políticas públicas, fortalecimento institucional e parcerias, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida dos assistidos.
Graças ao engajamento, ao esforço, à dedicação e à integração de seus dirigentes, a Coniacc possui representatividade na maioria dos Estados do Brasil com um propósito bem definido: estimular e apoiar, com uma rede de ações em todos os níveis da sociedade, um olhar mais sensível para a criança e o adolescente com câncer e suas famílias.

Diagnóstico precoce – quanto mais cedo, melhor

O câncer na infância possui causas diferentes do câncer do adulto, ou seja, enquanto nos adultos os fatores externos como tabagismo, tipo de alimentação, tipo de trabalho, entre outros, podem causar câncer, na criança, o fator genético (alteração genética que a criança possui em seu DNA) atua como o principal determinante dessa patologia, junto com os fatores ambientais e neonatais (tudo a que a mãe expõe seu bebê na vida gestacional).
Portanto, para o câncer infantojuvenil não há uma causa específica para que se possa atuar de forma preventiva. O diagnóstico precoce é a principal arma para essa patologia, ou seja, quanto mais cedo o câncer for diagnosticado em uma criança, maiores serão suas chances de cura com um mínimo de sequelas pós-tratamento. Para conseguir esse diagnóstico precoce, é preciso que todos os profissionais, médicos e não médicos que atuam com crianças, conheçam os principais sinais e sintomas. Hoje, sabemos que, de um modo geral, quando um caso de câncer infantil é diagnosticado precocemente, as chances de cura ficam em torno de 70%.
Os principais tipos de neoplasias na infância são a leucemia (câncer da medula óssea), os tumores do sistema nervoso central e, em seguida, os linfomas (tumores do sistema linfático).

www.coniacc.org.br

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