O melhor leite para nutrir seus assistidos

Por: Revista Filantropia
01 Janeiro 2003 - 00h00
O leite materno é a maneira natural e adequada de alimentar o bebê nos primeiros meses de vida, apresentando muitas vantagens tanto para ele como para a mãe. Todas as sociedades médicas de Pediatria da Europa, dos EUA e do Brasil recomendam em primeiríssimo lugar o leite materno. Como mecanismo de sobrevivência dos mamíferos, a natureza fez com que ele tivesse todas as propriedades necessárias ao desenvolvimento dos filhotes.

O homem passou a consumir também o leite de outras fontes alimentares como as de origem animal (cujas mais conhecidas são o leite de vaca ou o de cabra) ou vegetal (leite de soja).

Existe um leite mais
indicado ao consumo?

Exceto quando falamos no recém-nascido, sendo fundamental o leite materno, a criança a partir do primeiro ano de vida poderá consumir o leite orientado pelo pediatra ou pelo nutricionista. A partir daí, passará a consumir, até a fase adulta, o leite mais tolerado pelo seu organismo. Diante disso, podemos considerar de igual importância os leites de vaca, de cabra ou de soja, lembrando, contudo, que cada indivíduo pode se adaptar melhor a uma ou a outra fonte de leite. As propriedades nutricionais podem variar de um leite para outro em função de cada nutriente presente nos leites em questão, o que depende de alguns fatores externos e também dos fatores relativos à origem do leite. Na tabela, podemos observar um comparativo dos leites citados, quanto aos nutrientes presentes em sua composição:

Quais os motivos para se beber leite?

  • Fonte de cálcio: o leite é o alimento natural com maior concentração de cálcio – mineral essencial para a formação e para a manutenção da integridade dos ossos.

  • Proteínas de alto valor biológico: as proteínas do leite são completas, propiciando a formação e a manutenção dos tecidos do organismo.

  • Fonte de vitaminas: além da vitamina A, o leite tem significativa quantidade de vitamina B1, importante na produção da energia de que o corpo precisa, e de vitamina B2, reguladora da utilização de proteínas, gorduras e açúcares.

  • Fonte de minerais: mais do que o cálcio, o leite contém boa quantidade de fósforo, que também ajuda na formação dos ossos. Além disso, dois copos diários de leite já atendem a quase toda a recomendação, por exemplo, de manganês, nutriente importante no aproveitamento das gorduras e no funcionamento do cérebro.

  • Alimento seguro: graças às modernas tecnologias de processamento, como a pasteurização e a ultrapasteurização (UHT – Ultra High Temperature), não se justifica mais o consumo de leite cru, que representa perigo para a saúde. Hoje, o leite tratado, fiscalizado e seguro está disponível em todo o País. .

Confira, a seguir, o que significam
os tipos de leite de cabra:

  • Leite cru ou leite clandestino: leite que depois de ordenhado não é submetido a nenhum tratamento térmico. Este tipo não é indicado para consumo, pois pode causar doenças.

  • Leite pasteurizado: leite tratado pela pasteurização e livre de bactérias patogênicas. Deve ser armazenado e transportado a baixas temperaturas para manter sua qualidade.

  • Leite ultrapasteurizado (UHT): leite tratado pela ultrapasteurização, livre de qualquer tipo de bactérias. Em embalagem longa vida, pode ser armazenado e transportado em temperatura ambiente, sem nenhum risco à sua qualidade, desde que consumido em até seis meses após o seu processamento.

Por que o leite de vaca e seus derivados, algumas vezes, não são indicados?

O leite e, conseqüentemente, os seus derivados podem estar associados a processos de alergias ou intolerâncias.

As reações alérgicas podem ocorrer porque um de seus componentes pode ser alérgeno: vitaminas, cálcio, gordura. Portanto, é um cuidado que se deve ter ao se introduzir o leite de vaca já a partir do primeiro ano de vida dos bebês. Sintomas como diarréia, palidez, vômitos e urticárias podem ser sinais de alergia manifestada pela criança. Será mais difícil esse tipo de reação acontecer mais tarde, mas poderá ocorrer.

A intolerância pode aparecer em função do principal açúcar presente no leite, chamado lactose. A lactose, para que seja digerida e absorvida, precisa de uma enzima chamada lactase. Muitas pessoas apresentam deficiência dessa enzima intestinal e, então, a lactose não é utilizada adequadamente pelo organismo. Como resultado desse processo, temos os seguintes sintomas: cólicas abdominais, flatulência, ruídos intestinais e diarréia.

A maioria dos adultos com intolerância à lactose pode consumir pequenas quantidades dela sem apresentar os sintomas citados acima, sendo que ela é mais bem tolerada quando ingerida como parte de uma refeição e não separadamente. Entretanto, em crianças, a recomendação é a de exclusão total de alimentos que a contenham.

Devido à semelhança de sintomas, a intolerância é freqüentemente confundida com alergia alimentar ao leite de vaca.

Concluindo, nos casos de intolerância à lactose ou de alergia ao leite de vaca, os demais leites acabam sendo mais indicados ao consumo. No entanto, o leite de cabra ou o de soja também são recomendados e eles não precisam ser consumidos apenas nessas situações. Assim, como todos os outros alimentos, o leite também é um dos que deve ser variado. Intercalar o consumo de todos esses tipos de leite pode ser uma ótima opção, desde que a aquisição do produto seja favorável à instituição.

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