Planeta Terra, planeta social

Por: Marcio Zeppelini
01 Janeiro 2007 - 00h00

Nos últimos anos, têm-se falado muito em Terceiro Setor no Brasil. É notório o crescimento da área social brasileira e, com ele, resultados positivos foram alcançados. Conseguiu-se minimizar injustiças e exclusões sociais que deveriam ser sanadas pelo poder público, mas que, devido à latente corrupção, burocratização do sistema e precariedade da administração do Primeiro Setor, só amplia cada vez mais o abismo entre o rico e o pobre.

Nesse cenário, destaca-se a atuação das mais de 350 mil ONGs brasileiras, com seu exército de atores sociais, que transforma a vida de mais de 50 milhões de habitantes, assistidos pelos incontáveis programas sociais desenvolvidos.

Mas como está essa humanização ao redor do mundo? Como os demais países deste imenso planeta têm desenvolvido seus programas sociais? As preocupações deles são as mesmas que as nossas? E a pergunta que todos querem saber: o que podemos aprender e aproveitar do Terceiro Setor estrangeiro?

A reportagem de capa da Revista Filantropia desta edição responde a essas e a outras questões, além de apresentar dados da filantropia nos quatro cantos do mundo, revelando informações interessantes e úteis para nosso conhecimento como cidadãos e gestores sociais.

Uma coisa é certa: quanto maior é o desenvolvimento de um país, mais bem estruturado se encontra o Terceiro Setor. Nos Estados Unidos são quase um milhão de entidades sociais, que provocam o benefício por meio de educação, saúde, bem-estar, cultura, esporte e lazer.

Por terem um setor social mantido pelo governo e com alicerces mais sólidos, os países desenvolvidos se solidarizam com causas sociais de países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento, arraigados principalmente nos continentes latino-americano e africano.

Assim, as ONGs brasileiras devem aproveitar os recursos internacionais disponibilizados, e que muitas vezes são desperdiçados. Isso  acontece por uma questão simples: a falta de estrutura administrativa do nosso Terceiro Setor que impede o crescimento das organizações.


Portanto, antes de nos beneficiarmos das entidades sociais dos países ricos, é necessário aprendermos uma lição absorvida por eles há muito tempo: não existe espaço para amadorismo no trabalho das entidades sem fins lucrativos.

Sabemos que o caminho para o crescimento e a sustentabilidade do ser humano passa por educação e democratização da informação. De maneira semelhante, a formação de uma empresa sólida só se dará pelo investimento em tecnologia, treinamento e pesquisa a fim de que seja entregue o melhor produto pelo menor custo, aproveitando todas as oportunidades que o mercado oferece.

E o que o Terceiro Setor tem a ver com tudo isso? A formação e o desenvolvimento de projetos sociais sustentáveis e verdadeiramente efetivos somente se darão se os atores envolvidos em todas as fases do projeto estiverem preparados, profissionalizados e estruturados para fazer o melhor com o mínimo possível.

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IberCultura Viva 2020
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Arte em Toda Parte
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