Sustentabilidade: consciência ou obrigação?

Por: Livio Giosa
01 Setembro 2007 - 00h00
Parece que a discussão sobre as transformações da sociedade, atingindo o ambiente corporativo, chega ao seu ápice. Empresários conscientes, ligados ao novo olhar do cliente/consumidor que espera da sua relação com as empresas a fidelização pelas boas práticas, percebem nitidamente que a busca do lucro só não basta.

Há algo de superior nesta história. Pela estratégia, pela sensibilidade, pela própria pressão do mercado. As ondas da consciência já são reconhecidas através de ciclos baseados em três fatores-chaves incorporados agora na “alma das empresas”: responsabilidade social, responsabilidade socioambiental e sustentabilidade.
Para evitarmos o negro destino anunciado do planeta, a nossa obrigação é agir já

Cada um, a seu tempo, foi incluído ao dia-a-dia das organizações, inspirando iniciativas que amenizam o desequilíbrio social e valorizam a própria consciência ambiental. No entanto, a mais nova concepção sobre sustentabilidade atrai a inteligência das empresas para algo muito mais sério e superior: “Como garantir o futuro sustentável da sociedade por meio de atitudes diferenciadas que visam ao futuro das gerações?”.

O fato é que depois da apresentação do Terceiro Relatório do Painel Intergovernamental para a Mudança Climática (IPCC), divulgado pela ONU, o mundo não é mais o mesmo. A nossa nave-mãe, a Terra, começa a dar sinais claros de desestabilização.

Nações, governos, empresas e cidadãos estão sendo chamados a rever seus comportamentos e agir em prol de um novo entendimento coletivo. Para evitarmos o negro destino anunciado do planeta, a nossa obrigação é agir já.

Uma pesquisa, uma pequena amostra feita entre as 30 principais empresas brasileiras coordenada pela Fundação Dom Cabral, no entanto, nos coloca a outra face corporativa: as empresas têm consciência da questão da sustentabilidade, mas não a praticam.

O que será que está faltando? O que é preciso para que empresários do Brasil e, principalmente, governadores e legisladores acordem para o desenvolvimento sustentável; e que este seja bem aproveitado pelas gerações futuras? Responda você e cobre deles. Com sua atitude e pela nossa sobrevivência.

Lívio Giosa. Vice-presidente da Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil (ADVB) e coordenador geral do Instituto ADVB de Responsabilidade Social (Ires).
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